FACILIDADE DE INGRESSO, PREÇOS ACESSÍVEIS E FLEXIBILIDADE DE HORÁRIOS ESTÃO ENTRE OS PRINCIPAIS FATORES QUE CONTRIBUÍRAM PARA A ALAVANCADA DO ENSINO À DISTÂNCIA NO BRASIL.
Criado pelas universidade particulares de formato de ensino tradicionais visando justamente a diminuição dos custos operacionais, refletindo em mensalidades mais acessíveis, e alavancado pela crise na educação em decorrência da pandemia do Covid-19, o Ensino à Distância caminha para se transformar no principal formato de formação educacional, considerando os números nacionais. E quando comparamos o EaD com o modelo de ensino tradicional, salta a questão geográfica, um fator que sempre foi determinante no acesso ao ensino de qualidade no Brasil. Pois, se um curso tradicional, com disciplinas lecionadas por professores em salas de aulas, exige que os alunos tenham certa proximidade física às instituições de ensino, no EaD, o mesmo conteúdo pode ser direcionado para indivíduos de todo um estado, país ou mesmo para todo o globo. Pois as disciplinas são capazes de estar onde a internet também está; ou seja, disseminada pelo mundo.
Considerando ainda a facilidade de ingresso e a redução de custos com material didática, entendemos que o crescimento do formato foi apenas um caminho natural em meio a um mercado pautado pela busca ao fácil acesso. Confirmando essa tendência, os indicadores da pesquisa realizada pela Abed (Associação Brasileira de Educação a Distância) em todo o território nacional antes mesmo do início da pandemia da Covid-19 apontam uma expansão considerável não só do modelo de educação em si como do EaD em relação aos formatos presenciais. O número de cursos totalmente à distância disponíveis, por exemplo, aumentou 52% entre os anos de 2017 e 2018 - quando foi realizado o último Censo no setor. Quanto ao número de alunos matriculados, o crescimento também é acentuado, com um aumento de 28%.
Outro avanço importante está no aumento do números de vagas disponíveis, pois, enquanto o modelo presencial conta com 6,3 milhões de cadeiras, o EaD apresenta 7,1 milhões. Indicando que o setor tende a não só crescer, como se sobrepujar ao ensino presencial e se apresentar como um importante aliado no processo de democratização do acesso à educação superior e especializada.
O Ensino à Distância, um modelo de educação que foi inserido e desenvolvido no Brasil através dos cursos tradicionais, visando baratear os custos com o ensino de disciplinas de grande abrangência, deixou de ser visto como uma alternativa secundária para ser adotado como modelo de formação efetivo. Atualmente são oferecidos mais de vinte mil cursos, entre livres e corporativos, através desse formato.
Segundo dados publicados no último Censo da Adeb (Associação Brasileira de Educação a Distância), que considerou números nacionais entre os anos de 2017 e 2018, houve um aumento de 52% na oferta de cursos à distância. Uma oferta que tende a aumentar consideravelmente, uma vez que o MEC dobrou o limite de carga horária a ser cumprida à distância no ensino superior, passando de 20% para 40% de todo o conteúdo dos cursos. E quando avaliamos o alcance do EaD entre as formações livres, aquelas voltadas para o desenvolvimento pessoal ou aperfeiçoamento profissional, o alcance do formato de ensino avançou até os impressionantes 16.000 cursos, com mais de 3,8 milhões de alunos matriculados. Entre os cursos superiores de carga horária totalmente cumpridas à distância, o país conta com 4.570 cursos com mais de 1,3 milhões de alunos matriculados.
Avaliando o crescimento gradativo e acentuado desse modelo de ensino, podemos concluir que a tendência do sistema educacional, como um todo, é cada vez mais explorar as facilidades oferecidas pelo EaD, uma vez que, pelo primeira vez desde o surgimento do setor, o número de cursos à distância superou o de cursos presenciais, confirmando as suspeitas de que este poderá ser o formato padrão de ensino no país num futuro próximo.
OS BENEFÍCIOS DO ENSINO À DISTÂNCIA
Com o crescimento do EaD não podemos mais olhar para esse formato de educação como um modelo alternativo. E se você tem interesse em recorrer ao EaD, seja pela indisponibilidade de tempo ou pelo fato de morar ou trabalhar muito longe de qualquer instituição de ensino, vamos abordar seus benefícios em relação ao modelo presencial.
O primeiro ponto a ser mencionado é a possibilidade de determinar o horário e o local de estudo. Pois sabemos que, no ensino presencial, é necessário estar num determinado local e num determinado horário para acompanhar as aulas; enquanto que no EaD o aluno determina o horário em que vai estudar, assim como escolhe o ambiente que vai utilizar como espaço de estudo. O que nos leva a outro fator importante, a ausência de distrações. O problema que é recorrente nas salas de aulas, no EaD é totalmente superado, uma vez que os alunos estudam em recolhimento e, o que é melhor, pelo tempo que achar necessário.
Partindo para o lado financeira, vemos que os cursos de EaD se destacam pelos preços mais acessíveis, além do seu conteúdo ser disponibilizado em formato digital, o que faz com que os custos relacionados à compra de material didático sejam eliminados. Assim como os gastos com locomoção.
Porém, apesar das inúmeras vantagens, não podemos esquecer que optar pelo EaD exige disciplina e organização. Pois, ingressar em cursos não presenciais significa assumir uma parcela importante da função dos professores, que é cobrar respostas, trabalhos e desempenho dos alunos. Então, antes de iniciar qualquer estudo através de mecanismos digitais e online, esteja certo de que você está mesmo disposto a se dedicar e exigir o melhor de si. Para que o sonho de uma nova formação não se perca pela falta de comprometimento.