INVESTIGAÇÃO BASEADA EM DISCURSO DE CAMPANHA DE BOLSONARO GASTOU MILHÕES DOS COFRES PÚBLICOS. POR FIM, DESCOBRIU-SE QUE ERA APENAS MAIS UMA NOTÍCIA FALSA
Ao longo da última campanha presidencial, o então candidato Jair Bolsonaro conseguiu angariar milhões de votos utilizando o argumento de que “A caixa-preta do BNDES” precisava ser aberta. Segundo suas “suspeitas”, uma investigação revelaria a utilização de dinheiro público para alimentar esquemas de corrupção.
Depois das eleições, seja visando confirmar a desconfiança ou apenas para justificar a promessa de campanha, foi feita uma extensa auditoria nas operações do banco estatal. E após analisarem negociações realizadas entre 2005 e 2018 do banco e a empresa J&F, administrada por Joesley e Wesley Batista, o escritório de advocacia americano constatou:
“As decisões do banco parecem ter sido adotadas após considerações de diversos fatores negociais relevantes e ponderações dos riscos e potenciais benefícios para o banco.”
Ou seja, não houve irregularidades.
Arthur Koblitz, presidente da Associação dos Funcionários dos BNDES, aproveitou para sublinhar que o resultado da auditoria reforça os dados apurados em CPI’s sobre o BNDES, assim como comissões de apuração interna.
Para o ex-presidente da instituição, Luciano Coutinho, réu em uma denúncia do Ministério Público que apura as relações entre o banco e o frigorífico dos Irmãos Batista: “Vivemos um período complicado no Brasil, em que alguns direitos fundamentais da cidadania foram atropelados em processos em que a presunção de culpa substituiu a presunção de inocência.”
os escritórios de advocacia Levy & Salomão e Cleary, Gottlieb Steen & Hamilton, com sedes no Rio e em Nova York, foram os responsáveis pela auditoria.