O DESEMPENHO JÁ OBSERVADO COM ELÉTRONS E ÁTOMOS AGORA FOI REPETIDO PELA MOLÉCULA: AO SE COMPORTAR COMO ONDA FOI CAPAZ DE "ESTAR" EM DOIS LUGARES SIMULTANEAMENTE
A matéria ocupando dois lugares ao mesmo tempo: sim, isso talvez seja algo impensável para um ser humano, que para se locomover de um ponto a outro precisa queimar centenas ou milhares de calorias dependendo da distância que separa os dois pontos. Mas para cientistas quânticos não é novidade. Não quando se tratam de partículas.
A primeira vez que o fenômeno foi observado, em 1924, num experimento liderado pelo físico francês Louis de Broglie, um só elétron, a menor parte do átomo, quando lançado contra uma "parede" apresentando duas frestas, atravessava ambas as aberturas ao mesmo tempo ao se comportar como onda. Porém, ao alcançar o outro lado da parede voltava a se apresentar como partícula e, com isso, ocupar apenas um ponto no espaço. E como se não bastasse esse efeito "mágico", algo ainda mais interessante foi descoberto: o olhar do observador é que determinava se um elétron se comportaria como onda ou como partícula.
É claro que o fenômeno, batizado como Dupla Fenda, acontecia dentro de milésimos de segundos e eram protagonizados por partículas impassíveis de serem detectadas pelo olhar humano. Mas este foi apenas o despertar da física quântica, que continuou seu avanço durante as décadas seguintes. Até que em 1996 dois físicos americanos conseguiram observar o mesmo comportamento sendo repetido por um átomo, que além do elétrons, também detém prótons e nêutrons em sua formação. Mais uma vez, o fenômeno se deu por milésimos de segundos e sob efeito da observação humana, o que, de acordo com o primeiro experimento, atua como um componente determinante no resultado.
O mais recente capítulo dessa saga quântica aconteceu no inicio de Outubro de 2019, quando uma equipe internacional de cientistas observaram a façanha sendo repetida por moléculas criadas em laboratório, compostas por 2000 átomos entre outros elementos. Um avanço que aproxima um pouco mais as duas escolas de física, que até os dias atuais nunca foram capazes de "conversar" entre si uma vez que os resultados observados em escala quântica não se repetem nem se aplicam em escala macro.
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Fontes: TechMundo | Super Interessante | Hipercultura
A matéria ocupando dois lugares ao mesmo tempo: sim, isso talvez seja algo impensável para um ser humano, que para se locomover de um ponto a outro precisa queimar centenas ou milhares de calorias dependendo da distância que separa os dois pontos. Mas para cientistas quânticos não é novidade. Não quando se tratam de partículas.
A primeira vez que o fenômeno foi observado, em 1924, num experimento liderado pelo físico francês Louis de Broglie, um só elétron, a menor parte do átomo, quando lançado contra uma "parede" apresentando duas frestas, atravessava ambas as aberturas ao mesmo tempo ao se comportar como onda. Porém, ao alcançar o outro lado da parede voltava a se apresentar como partícula e, com isso, ocupar apenas um ponto no espaço. E como se não bastasse esse efeito "mágico", algo ainda mais interessante foi descoberto: o olhar do observador é que determinava se um elétron se comportaria como onda ou como partícula.
É claro que o fenômeno, batizado como Dupla Fenda, acontecia dentro de milésimos de segundos e eram protagonizados por partículas impassíveis de serem detectadas pelo olhar humano. Mas este foi apenas o despertar da física quântica, que continuou seu avanço durante as décadas seguintes. Até que em 1996 dois físicos americanos conseguiram observar o mesmo comportamento sendo repetido por um átomo, que além do elétrons, também detém prótons e nêutrons em sua formação. Mais uma vez, o fenômeno se deu por milésimos de segundos e sob efeito da observação humana, o que, de acordo com o primeiro experimento, atua como um componente determinante no resultado.
O mais recente capítulo dessa saga quântica aconteceu no inicio de Outubro de 2019, quando uma equipe internacional de cientistas observaram a façanha sendo repetida por moléculas criadas em laboratório, compostas por 2000 átomos entre outros elementos. Um avanço que aproxima um pouco mais as duas escolas de física, que até os dias atuais nunca foram capazes de "conversar" entre si uma vez que os resultados observados em escala quântica não se repetem nem se aplicam em escala macro.
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Fontes: TechMundo | Super Interessante | Hipercultura

