DEPOIS DE CRIAR UM EPISÓDIO EM QUE IRONIZA A CENSURA INSTITUCIONAL CHINESA, O DESENHO FOI COMPLETAMENTE ELIMINADO DA INTERNET E DOS MEIOS DE REPRODUÇÃO DO PAÍS
Conhecida pelo humor ácido e as impagáveis sátiras a situações e personagens factuais - que por vezes beiram, e as vezes ultrapassam, os limites éticos - a polêmica série norte americana vêm colecionando inimigos e fãs ao longo de suas 23 temporadas. E, seguindo a própria tradição, dessa vez decidiram mexer na ferida exposta do governo Chinês: criaram um episódio mirando na implacável censura estabelecida no país. Em resposta, a China removeu o nome da série de todas os sites, redes sociais e plataformas de Streaming, que por lá têm versões alternativas aos nossos conhecidos Google, Twitter, Facebook, Netflix, entre outros.
Mas quando analisamos a situação com um pouco mais de atenção, percebemos que a crítica foi muito mais à postura que os grandes estúdios de Hollywood vêm adotando para se adequar às normas culturais e políticas impostas pelos sensores chineses visando abocanhar esse grande mercado consumidor de entretenimento.
No episódio da discórdia, intitulado "Band in China", o personagem Randy Marsh faz uma viagem à China com o objetivo de estabelecer novos contatos e expandir a produção e venda de maconha da sua família. Ao chegar lá, Randy é preso e experimenta condições e tratamentos precários e desumanos. Em paralelo a esta ação, na cidade de South Park, Stan era convidado para participar de uma produção hollywoodiana juntamente com sua banda. Porém, para que se ajustassem às regras e padrões dos censores chineses, teriam que fazer uma série de distorções e cortes na biografia e no comportamento dos integrantes.
O objetivo do episódio era, afinal, condenar a complacência de Hollywood provocando a China, pois assim o causo teria a repercussão necessária para fazer a crítica ganhar as merecidas proporções. Mas com essa cartada acabaram promovendo também uma grande ação de marketing espontâneo (ou não) para a série. Pois a notícia correu o mundo, ao menos o mundo livre da censura, sem que os produtores desembolsassem qualquer quantia com publicidade.
E como se confirmasse o risco calculado, ao saber das determinações do governo comunista, os criadores do desenho mantiveram a linha escrachada e responderam às proibições de maneira sarcástica: postaram no perfil do twitter dedicado ao desenho uma irônica saudação à decisão do governo chinês, fizeram novas provocações se referindo à visão puramente comercial dos criadores de entretenimento e publicaram Este Link para quem deseja assistir ao episódio que desencadeou a discórdia.
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Fonte: Veja | Observatório do Cinema | Vice | Exame
Conhecida pelo humor ácido e as impagáveis sátiras a situações e personagens factuais - que por vezes beiram, e as vezes ultrapassam, os limites éticos - a polêmica série norte americana vêm colecionando inimigos e fãs ao longo de suas 23 temporadas. E, seguindo a própria tradição, dessa vez decidiram mexer na ferida exposta do governo Chinês: criaram um episódio mirando na implacável censura estabelecida no país. Em resposta, a China removeu o nome da série de todas os sites, redes sociais e plataformas de Streaming, que por lá têm versões alternativas aos nossos conhecidos Google, Twitter, Facebook, Netflix, entre outros.
Mas quando analisamos a situação com um pouco mais de atenção, percebemos que a crítica foi muito mais à postura que os grandes estúdios de Hollywood vêm adotando para se adequar às normas culturais e políticas impostas pelos sensores chineses visando abocanhar esse grande mercado consumidor de entretenimento.
No episódio da discórdia, intitulado "Band in China", o personagem Randy Marsh faz uma viagem à China com o objetivo de estabelecer novos contatos e expandir a produção e venda de maconha da sua família. Ao chegar lá, Randy é preso e experimenta condições e tratamentos precários e desumanos. Em paralelo a esta ação, na cidade de South Park, Stan era convidado para participar de uma produção hollywoodiana juntamente com sua banda. Porém, para que se ajustassem às regras e padrões dos censores chineses, teriam que fazer uma série de distorções e cortes na biografia e no comportamento dos integrantes.
O objetivo do episódio era, afinal, condenar a complacência de Hollywood provocando a China, pois assim o causo teria a repercussão necessária para fazer a crítica ganhar as merecidas proporções. Mas com essa cartada acabaram promovendo também uma grande ação de marketing espontâneo (ou não) para a série. Pois a notícia correu o mundo, ao menos o mundo livre da censura, sem que os produtores desembolsassem qualquer quantia com publicidade.
E como se confirmasse o risco calculado, ao saber das determinações do governo comunista, os criadores do desenho mantiveram a linha escrachada e responderam às proibições de maneira sarcástica: postaram no perfil do twitter dedicado ao desenho uma irônica saudação à decisão do governo chinês, fizeram novas provocações se referindo à visão puramente comercial dos criadores de entretenimento e publicaram Este Link para quem deseja assistir ao episódio que desencadeou a discórdia.
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Fonte: Veja | Observatório do Cinema | Vice | Exame

