FAKE NEWS PRESIDENCIAL

DURANTE PALESTRA, EXECUTIVO DO WHATSAPP ASSUMIU PELA PRIMEIRA VEZ QUE FORAM FEITOS DISPAROS ILEGAIS DE MENSAGENS ATRAVÉS DA PLATAFORMA DURANTE AS ULTIMAS ELEIÇÕES

Ben Supple, gerente de políticas públicas e eleições globais do WhatsApp, durante uma palestra no Festival Gabo, admitiu  que o disparo ilegal de mensagens, muitas vezes mentirosas, foi uma constante durante a campanha presidencial das ultimas eleições brasileiras, que culminou com a vitória do candidato Jair Bolsonaro.

Segundo o executivo, "Na eleição brasileira do ano passado houve a atuação de empresas fornecedoras de envios maciços de mensagens, que violaram nossos termos de uso para atingir um grande número de pessoas". Ben também afirmou que, motivado por esse tipo de ação, a plataforma limitou o número de encaminhamento de mensagens de 200 para, no máximo, 20 pessoas. E como consequência bloqueou centenas de milhares de contas por violação das regras e compartilhamento de notícias falsas. Em Janeiro deste ano, o limite caiu ainda mais, de 20 para 5 o máximo de reencaminhamento de uma mesma mensagem.

Como medida de prevenção para esse tipo de ação, Ben Supple aconselha aos usuários: "Nossa visão é: não entre nesses grupos grandes, com gente que você não conhece. Saia desses grupos e os denuncie".

Outro fator que ajudou na proliferação das chamadas fake news foi o fato das empresas brasileiras envolvidas nas campanhas terem contratado disparos de empresas estrangeiras para dificultar a fiscalização por parte da justiça eleitoral, assim como não declaravam os valores gastos nas contas de campanha dos candidatos, o que configura crime eleitoral.

A interferência da disseminação de notícias falsas através das redes sociais durante as eleições de 2018 está sendo investigada pela CPI da Fake News.
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Fonte: Folha de São Paulo
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